No boteco

Uma onda chamada desejo

“Com avidez esta onda se aproxima, como se houvesse algo a atingir!
Com que pressa aterradora se insinua pelos mais íntimos cantos das falésias!
É como se quisesse chegar antes de alguém;
como se ali se ocultasse algo que tem valor, muito valor:
– E agora ela recua, um tanto mais devagar;
ainda branca de agitação – estará desiludida?
Terá encontrado o que buscava?
Toma um ar desiludido?
– mas logo vem outra onda, ainda mais ávida e bravia que a primeira,
e também sua alma parece cheia de segredos e do apetite de desencavar tesouros.
Assim vivem as ondas
– assim vivemos nós, seres que têm vontade!”

Friedrich Nietzsche, em A gaia ciência

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17/01/2011 - Posted by | Uncategorized

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