No boteco

Nietzsche no boteco…

Nietzsche: _ Garçom! Desce uma.

Garçom: _ É pra já, meu caro Nietzsche.

Nietzsche: _ E pra complementar quero uma boa dose de pensamento apimentado e humor sarcástico.

Garçom: _ Assim o estômago não vai aguentar!

Nietzsche: _ Aguenta sim! Isto é sinal de grande saúde!

Garçom: _ Um pouco mais sobre a grande saúde na seção filosofia !!!

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10/06/2008 - Posted by | Uncategorized

5 Comentários »

  1. “Eu tinha lá em casa dez garrafas de cachaça, da boa.
    Mas minha mulher obrigou-me a jogá-las fora.
    Peguei a primeira garrafa, bebi um copo e joguei o resto na pia.
    Peguei a segunda garrafa, bebi outro copo e joguei o resto na pia.
    Peguei a terceira garrafa bebi o resto e joguei o copo na pia.
    Peguei a quarta garrafa, bebi na pia e joguei o resto no copo.
    Pequei o quinto copo joguei a rolha na pia e bebi a garrafa.
    Peguei a sexta pia, bebi a garrafa e joguei o copo no resto.
    A sétima garrafa eu peguei no resto e bebi a pia.
    Peguei no copo, bebi no resto e joguei a pia na oitava garrafa.
    Joguei a nona pia no copo, peguei na garrafa e bebi o resto.
    O décimo copo, eu peguei a garrafa no resto e me joguei na pia.”

    Em 20 de junho de 2008 foi aprovada a Lei 11.705, modificando o Código de Trânsito Brasileiro. Apelidada de “lei seca”, proíbe o consumo de qualquer quantidade de bebida alcóolica por condutores de veículos. Se você é um cidadão consciente e gosta das coisas politicamente correta, mas não despensa uma ida ao boteco, não deixe de passar por aqui. O serviço é de primeira; tem sempre algo saindo do forno acompanhado por doses generosas de criatividade, inteligência e perspicácia. Tudo isso salpicado com humor e descontração.

    Comentário por Jasmim | 04/07/2008 | Responder

    • “Eu tinha lá em casa dez garrafas de cachaça, da boa.
      Mas minha mulher obrigou-me a jogá-las fora.
      Peguei a primeira garrafa, bebi um copo e joguei o resto na pia.
      Peguei a segunda garrafa, bebi outro copo e joguei o resto na pia.
      Peguei a terceira garrafa bebi o resto e joguei o copo na pia.
      Peguei a quarta garrafa, bebi na pia e joguei o resto no copo.
      Pequei o quinto copo joguei a rolha na pia e bebi a garrafa.
      Peguei a sexta pia, bebi a garrafa e joguei o copo no resto.
      A sétima garrafa eu peguei no resto e bebi a pia.
      Peguei no copo, bebi no resto e joguei a pia na oitava garrafa.
      Joguei a nona pia no copo, peguei na garrafa e bebi o resto.
      O décimo copo, eu peguei a garrafa no resto e me joguei na pia.”

      Comentário por Lucimar Rodrigues | 14/07/2012 | Responder

  2. Adorei essa reforçada bem humorada no convite Jasmim. Os “cachaças” de plantão andam meio atordoados com essa nova lei. Seria o declínio dos botecos? Pelo menos desse aqui não. E pra não passar a seco, bebamos Baudelaire:

    “Embriagai-vos” (Charles Baudelaire)

    É necessário estar sempre bêbedo.
    Tudo se reduz a isso; eis o único problema.
    Para não sentirdes o horrível fardo do Tempo,
    que vos abate e vos faz pender para a terra,
    é preciso que vos embriagueis sem cessar.
    Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, a vossa escolha.
    Contanto que vos embriagueis.
    E, se algumas vezes, nos degraus de um palácio,
    na verde relva de um fosso, na desolada solidão do vosso quarto, despertardes, com a embriaguez já atenuada ou desaparecida,
    perguntai ao vento, à onda, à estrela, ao pássaro, ao relógio,
    a tudo o que foge, a tudo o que geme, a tudo o que rola,
    a tudo o que canta, a tudo o que fala,
    perguntai-lhes que horas são;
    e o vento, e a vaga, e a estrela, e o pássaro, e o relógio,
    hão de vos responder:
    É hora de se embriagar!
    Para não serdes os martirizados escravos do Tempo, embriagai-vos; embriagai-vos sem tréguas!
    De vinho, de poesia ou de virtude, a vossa escolha.

    Comentário por marciosales | 06/07/2008 | Responder

  3. Que bom que gostou.

    Charles Baudelaire um dos maiores poetas do Século XIX, influenciando a poesia internacional de tendência simbolista. Fazia parte dos chamados poetas “malditos”. Um revolucionário em seu próprio tempo. Hoje ele ainda é conhecido, não somente como poeta, mas também como crítico literário. Raramente houve alguém tão radical e ao mesmo tempo tão brilhante. “As Flores do Mal”, sua obra prima, ofende a moral da burguesia que lhe valeu um processo. Mas, hoje podemos nos embriagar com suas belas poesia.

    O VINHO DOS AMANTES
    (As Flores Do Mal)

    Hoje o espaço é de luzes cheio!
    Sem esporas, rédeas e freio,
    Vamos a cavalo a um destino
    Que o vinho torna um céu divino!

    Como dois anjos que tortura
    Uma implacável calentura,
    No cristal azul da paisagem
    Sigamos a longe miragem!

    Molemente presos num elo
    Dum turbilhão orientado;
    Num pesadelo paralelo,

    Minha irmã, junto a mim, a nado,
    Fugiremos sempre risonhos
    Ao paraíso dos meus sonhos!

    Comentário por Jasmim | 08/07/2008 | Responder

  4. Que maravilha!!! Fiquei até trôpego.
    Esses “malditos” são fundamentais…
    Vou colocar mais este na seção “poesia”.
    Bjs

    Comentário por marciosales | 08/07/2008 | Responder


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