A maiêutica e a aranha
O filósofo grego Sócrates resolveu fazer uma homenagem à sua mãe, que era parteira, e passou a chamar o seu método filosófico de maiêutica, que quer dizer, a arte de dar à luz. É que para ele o conhecimento é algo que vem de dentro, que se tece nas vísceras, que é feito de sangue e suor (… e cerveja). Por isso que conhecimento não se confunde com informação. Vivemos na era da informação; mas ter informação não é a mesma coisa que ter conhecimento. A informação vem de fora pra dentro, muitas vezes já pronta, sedutora, mas cheia de perigos. Já o conhecimento surge de dentro pra fora; requer todo um trabalho de gestação e, finalmente, a dor e o prazer do parto (pelo menos é o que dizem algumas mães). Em todo caso, o conhecimento é singular. Ninguém ensina ninguém, pois aprender é construir um conhecimento a partir de si mesmo. Não, não se trata de uma auto-suficiência ou de um isolamento dos outros. A maiêutica socrática se construía na troca, no diálogo. Afinal, ninguém faz um filho sozinho (ainda bem!). Mas a experiência de gerir o conhecimento é única e singular.
Assim como a aranha tece seus fios e forma a teia que a sustenta, assim tecemos nossos pensamentos que sustentam, orientam e potencializam a nossa existência.
Márcio Sales
-
Recentes
- Labirinto do trágico: lançamento oficial
- Lançamentos do “Labirinto do Tágico”
- Sai do forno o “Labirinto do trágico”
- Labirinto do trágico
- A maiêutica e a aranha
- Subterfúgios
- Cecília Meireles orquestrada
- El deseo
- Transcidade
- O tempo em cinco tempos – 5º. tempo
- O tempo em cinco tempos – 4º. tempo
- O tempo em cinco tempos – 3º. tempo
-
Links
-
Arquivos
- novembro 2011 (1)
- outubro 2011 (1)
- setembro 2011 (2)
- agosto 2011 (1)
- julho 2011 (1)
- junho 2011 (2)
- março 2011 (3)
- fevereiro 2011 (4)
- janeiro 2011 (6)
- novembro 2010 (2)
- outubro 2010 (2)
- setembro 2010 (2)
-
Categorias
-
RSS
RSS Entradas
RSS Comentários
