Cecília Meireles orquestrada
Há um tempo atrás, no boteco publicou um poema de Cecília Meireles, intitulado Cântico XIII – Renova-te (seção poesia). O compositor e pianista Dimitri Cervo, um visitante ilustre aqui do boteco, me encaminhou o poema orquestrado. Impressionado, perguntei se foi ele mesmo quem musicou. Ele respondeu: Foi sim, em uma luminosa semana de 1995!
É simplesmente incrível.
Basta conferir:
El deseo
As cores chocantes no labirinto das paixões, o vermelho cortante entre abraços partidos, a fúria inebriada na lei do desejo é de deixar qualquer carne trêmula. Perdoa-me pela minha má educação, pois nem apresentei o convidado. É assim mesmo. São os meus maus hábitos. Vem de família. Se quiser, conto tudo sobre minha mãe. Ou então, vá direto ao ponto e fale com ela. Às vezes me pergunto: o que eu fiz para merecer isto? Mas não tem jeito. Essas coisas a gente não escolhe. De qualquer modo, mantenho guardado comigo a flor do meu segredo. O nome do convidado eu não conto. Pode me prender. Ata-me se quiser. Ponha-me amarrado e cercado de mulheres à beira de um ataque de nervos. Mas não conto. Adivinha, se for caso. Ou se sua loucura for maior que a minha, chama um matador.
Uma pista: ele está no centro cultural da caixa até o dia 19 de junho. Imperdível!!!
Márcio Sales
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