Transcidade
A cidade devora seus transeuntes. Com suas luzes, seus sons e suas fumaças. De um canto pra outro, tudo é velocidade. Carros, corpos, canteiros de obra. De repente, tudo é lentidão, solidão… e o sol que racha o asfalto e que não pára de brilhar. Beleza e calor. De dentro da janela se assiste o cristo redentor. Que se foi. A nuvem carregada o carregou. E agora a chuva cai e alaga a cidade.
Os transeuntes devoram a cidade. Comem sua gente, suas praias e seu cimento. Zona norte, zona sul, baixada fluminense. Ruas, morros e botecos. Forró-samba-rock. Medo, mistério e paixão. A noite gelada degelou o corpo. Que cai em qualquer canto até a próxima parada. Ou quem sabe a próxima caminhada.
Márcio Sales
7 Comentários »
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Tiiio, lindo, que saudade das suas aulas geniais e das suas idéias brilhantes. O boteco tá ótimo, eu tô adorando, e agora eu entendo! HAHA
Um beijo s2
Comentário por Rosa | 11/04/2011 |
Querida Rosa, tantas saudades… bj
Comentário por marciosales | 12/04/2011 |
Gostei Marcio
Transcidade é a cidade atravessando a gente, né? Venha nos visitar no cidadeeducativa@blospot.com Sinais abertos pra você!
Comentário por Bia Albernaz | 12/04/2011 |
Oi Bia, que prazer… Já sou um sócio de carteirinha do cidadeeducativa. Tô sempre passando por lá. Bjs
Comentário por marciosales | 12/04/2011 |
Essa transcidade também me atravessa…
Por hora com um eco
Por hora com um oco
Por hora com um susto
Por hora com um riso …
Professor, cutucando sempre sai alguma coisa, rs rs rs…
Comentário por Marcia | 11/05/2011 |
Querido mestre e amigo.
Saudades de tuas aulas que tanto me fizeram bem.Será que algum dia poderei desfrutar delas????
Ensinaste-me a gostar de Rubem Alves e isto não tem preço.
Parabéns pelo texto “Transcidade”. Só poderia vir de um maravilhoso filósofo como tu.
Beijocas de verdadeira luz no teu coração.
Tua aluna, admiradora e amiga,
Corujinha
Comentário por Corujinha Pedagoga | 14/05/2011 |
No boteco me encontrei e encontrei minha cidade a transcidade que existe em mim.
O risco que corria de me encontrar se faz doce ao entender que o tempo sempre será eu dentro de mim, mas a infinita reflexão tem que partir de mim para o mundo e a resposta do tempo do infinito.
Obrigado Marcio por suas maravilhosas aulas no primeiro período no ISERJ.
Comentário por Alex Vicente | 23/05/2011 |