Que cara cínico!!!
Conheça o cara mais cínico da história. Na seção filosofia.
Estampas Eucalol
Quem curte uma boa música e assiste o maravilhoso encontro entre Elomar, Geraldo Azevedo, Vital Farias e Xangai, que aconteceu em 1984 em Salvador (BA), registrado nos discos Cantoria 1, 2 e 3, não tem como ficar indiferente. Cada apresentação é uma mistura de histórias, musicalidade, poesia e muita emoção. No boteco dá um destaque para Estampas Eucalol, narrando um pouco desta história e fazendo uma pequena exposição das estampas. A música é um passeio pela mitologia grega, por lendas religiosas e pela literatura. Ela faz referência à fantástica estória da derrota do Minotauro por Teseu através do apaixonado fio de Ariane. O clipe ilustrado da música, cantada por Xangai, você encontra na seção música.
Um pouco sobre as Estampas Eucalol:
Em 1917 o imigrante judeu alemão Paulo Stern abre, no centro do Rio de Janeiro, uma empresa de essências que eram fabricadas no sobrado em cima da loja. A partir de 1924, com a construção de uma fábrica, a empresa amplia a linha dos produtos por ela fabricados, lançando inicialmente o sabonete EUCALOL e mais tarde a pasta de dentes e o talco.
Os sabonetes inicialmente tiveram uma rejeição por parte dos consumidores. Foi aí que surgiu a idéia de estampar histórias diversas no verso da embalagem. Surgem assim as Estampas Eucalol. O sucesso foi estrondoso. Crianças e adultos colecionavam as estampas impulsionando as vendas do sabonete e a empresa cresceu vertiginosamente.
As primeiras séries das Estampas Eucalol tiveram temas bem brasileiros: a vida de Santos Dumont, episódios nacionais, produtos do Brasil, cachoeiras do Brasil, aves do Brasil intercalados com outros temas de âmbito universal como Don Quixote e compositores célebres, dentre eles Carlos Gomes.
De 1930 a 1957, ano em que foram emitidas as últimas estampas, foram 54 temas distribuídos em 2.400 estampas. As Estampas Eucalol são as estampas mais importantes da América Latina, sendo colecionadas até hoje em vários países do Hemisfério Sul. Elas fizeram parte da vida brasileira durante quase 30 anos, deixando uma marca nas gerações que as vivenciaram.
Maiores informações sobre as Estampas Eucalol você encontra no site www.brasilcult.pro.br/eucalol/estampas_eucalol/eucalol.htm
Mula Manca & a Fabulosa Figura

O Mula Manca & a Fabulosa Figura é um grupo de Recife que tem cinco anos de estrada. O nome se baseia no romance Dom Quixote, de Miguel de Cervantes. O segundo álbum, Amor e Pastel, foi lançado em 2007 e trata do cotidiano de um casal: a saudade, a paixão, o afeto, a raiva, a solidão, o fim. Segundo as palavras do próprio grupo Amor e Pastel é só mais uma novelinha comum, dessas que a gente prevê os próximos capítulos e torce por um final feliz. Mas com certeza muito recheada de criatividade, sonoridade e poesia. Belíssimo!!!
Assista o clipe da música Dinheiro na seção música.
Amor e Pastel (2007)

Mula Manca e a Fabulosa Figura é:
Tibério Azul – Voz e violão
Castor Luiz – Piano e voz
Dom Angelo – Guitarra, violão e voz
Bruno Cupim – Bateria e percussão
O corpo, este mistério
Meu pensamento vagueia e me conduz até o corpo, que é a sua casa. Ali ele é semeado, concebido e parido. O corpo que lhe pariu é agora o seu tema, ou melhor, a sua cena. Voltar ao corpo é como voltar para casa e encontrar o familiar, a convivência cotidiana, o rosto conhecido. Mas não nos deixemos enganar. No familiar também mora o desconhecido. Talvez seja por isso que muitas pessoas se frustram e se decepcionam quando alguém que elas pensavam conhecer muito bem, de repente age de forma surpreendente ou revela algo inusitado – Mas você? Como foi capaz de fazer isso? – elas não percebem que o desconhecido nos ronda a todo o momento.
E por falar em China…
Não se trata de mais um texto sobre as Olimpiadas na China. No boteco apresenta outro China. O músico pernambucano em seu mais recente trabalho, Simulacro (2007).
É assim que China define o Simulacro:
“Aparência, imitação, reprodução imperfeita. Visão sem realidade. É mesmo que o cara tá vendo, mas já é outra coisa, que o cara não vai ter nunca na mão, tendeu? É como se fosse falso, ao mesmo tempo original, ao mesmo tempo fantástico, ao mesmo tempo fantasioso, métrico, imétrico, tá ligado? É conversa pra doido. É do mimeográfo à maquina de xérox. mimeógrafo? Eu quero seguir simulando o que é humano, mas é isso: fingimento, disfarce, simulação, artificial, nada do que é concreto, tá ligado? É plágio e ágil. Retocando o irretocável. Tudo convergindo com uma coisa só. É espelho invertido, difuso, irretocável. Eu ‘num’ tô dizendo a tu!�?”
Na seção música você vai encontrar o China cantando Um dia lindo de morrer.
É Baia na área…
Formada em 1992 por Maurício Baia (voz e violão), Tonho Gebara (guitarra) e Shilon (guitarra), a banda Baia e Rockboys conquistou um público fiel, que se estendeu do Rio de Janeiro para o resto do país. Suas músicas contam estórias inusitadas e trazem melodias marcantes, inspiradas em Raul Seixas e Led Zeppelin.
Mas o que os caracteriza, não são apenas as boas letras e melodias do grupo, mas também a performance instrumental dos seus músicos e o carisma de Maurício Baia no palco. Carismático e irreverente, Baia é um violeiro falador que nasceu na Bahia e passou a infância no Recife.
Confira na seção música Baia e RockBoys executando Eus.
Novidades musicais no boteco
Neste mês de agosto estará rolando aqui No boteco o que há de mais novo e criativo no cenário musical brasileiro. O cardápio é variadíssimo: Vanguart, Móveis Coloniais de Acajú, Curumim, Baia, Rock Boys e muitos outros. Começamos com a Mallu Magalhães e seu violão. Na sequência, a banda carioca Vermelho 27 em uma participação especialíssima no filme A máquina, de João Falcão. Confira na seção música.
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