Veja o mundo destilado…
Se você tá do lado errado, acesse esse vídeo dos Bárbaros do Blues e veja o mundo destilado.
Luiz Gonzaga e Camus
Gonzagão: _ Cê viu Camus o que fizeram com Assum Preto?
Camus: _ É Gonzaga, maldade das do fim.
Gonzagão: _ Se eu pego um traste desse eu furo é os óio dele.
Camus: _ Isso deixa qualquer homem revoltado.
Gonzagão: _ Cê tem que falá disso aí no seu livro.
Camus: _ Combinado! Então você faz uma canção.
Gonzagão: _ Ô cabra bão…
O resultado dessa prosa você confere na seção música.
Nietzsche em cinco tempos
Lou Salomé, Paul Rée e Nietzsche
Seria Nietzsche um filósofo machista que despreza as mulheres? Não há dúvida de que a mulher é um tema recorrente em seu pensamento. Mas que imagem da mulher ele constrói com sua filosofia à marteladas? Cinco pequenos textos serão postados a fim de pôr lenha nesta fogueira. Confira (em pequenas doses) na seção Filosofia.
Covite à poesia
Uma nova seção foi criada para reunir poemas de pessoas que passam aqui pelo boteco. Como o boteco é um lugar de passagem, aberto para diferentes transeuntes, resolvemos batizar este espaço de poemas nômades. Sinta-se à vontade nesta nova mesa do boteco.
Desejo de eternidade
Cinco poemas de Cecília Meireles nos encaminham (ou descaminham) para a eternidade. Confira na seção Poesia.
Gosto de Manga
“Que se viva sempre boas confabulações, e que a harmonia reine eternamente, romancear cada palavra e senti-las enfim…” Manga Rosa
O amor e a dívida infinita
Em torno de um aforismo de Nietzsche em Humano, demasiado humano e do comentário de Jasmim (ver seção Filosofia).
Nietzsche é angustiante, perturbador e intempestivo. Mas como ficar indiferente aos seus aforismos bombásticos? Simplesmente não dá. Ele desconstrói nossos valores mais caros, mais estimados. O amor, por exemplo. Quem se levantará contra ele esboçando qualquer tentativa de uma desconfiguração? Pois é, Nietzsche o fez. Mas não a troco de nada. É contra um sentimento que, de tão comum, se tornou banal que ele atira seu veneno mais mordaz. É contra o disfarce de um afeto que, a despeito da sua crueldade, se faz passar por louvável que ele acende o seu pavio.
Nada é mais cruel que o amor. Imagina!
Você é indiferente a uma pessoa, ou mesmo não gosta dela, ou ainda a feriu e, mesmo assim, ela descarrega sobre você o seu mais doce amor. Uma vez atingida na face, oferece a outra; tendo que caminhar uma milha, segue duas; devendo perdoar, pede perdão. Segundo as escrituras, com isso, se estará construindo ninho na cabeça do outro; roubando-lhe o sono, tirando-lhe o sossego, perturbando-lhe a alma. Que coisa cruel. Você fica remoendo aquilo sem cessar como uma espécie de tortura à conta-gota.
Preferível é a justiça que paga com a mesma moeda. Acertou as contas, fim de papo; conversa encerrada; não se fala mais nisso.
Agora o amor não. Ele não deixa esquecer. Ele quer manter viva a lembrança do seu sacrifício: eu dei o melhor de mim; eu larguei tudo por você; eu até morri por você; enfim, eu te amei sobremaneira.
Se a justiça é um acerto de contas definitivo, o amor aplica uma dívida infinita.
A lógica do amor é a doação: você não merece, mas eu te dou assim mesmo; você não pediu, mas eu te ofereço; você exigiu, eu faço em dobro. Uma vez aceito o amor, o sentimento que se tem é o de uma dívida permanente. Jamais poderei pagar o amor que você me dedicou tão intensamente.
Enquanto a justiça goza da grandeza da amnésia, o amor sofre da pequenez da lembrança.
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