No boteco

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Veja o mundo destilado…

Se você tá do lado errado, acesse esse vídeo dos Bárbaros do Blues e veja o mundo destilado.

23/07/2008 Publicado por marciosales | Uncategorized | | 1 Comentário

As aventuras de Clarice

Uma escritora que faz a vida saltar das palavras, Clarice Lispector invade o boteco e deixa um pouco do ar de sua graça. Confira na seção Literatura.

21/07/2008 Publicado por marciosales | Uncategorized | | 6 Comentários

Luiz Gonzaga e Camus

Gonzagão: _ Cê viu Camus o que fizeram com Assum Preto?

Camus: _ É Gonzaga, maldade das do fim.

Gonzagão: _ Se eu pego um traste desse eu furo é os óio dele.

Camus: _ Isso deixa qualquer homem revoltado.

Gonzagão: _ Cê tem que falá disso aí no seu livro.

Camus: _ Combinado! Então você faz uma canção.

Gonzagão: _ Ô cabra bão…

O resultado dessa prosa você confere na seção música.

17/07/2008 Publicado por marciosales | Uncategorized | | 2 Comentários

Nietzsche em cinco tempos

Lou Salomé, Paul Rée e Nietzsche

Seria Nietzsche um filósofo machista que despreza as mulheres? Não há dúvida de que a mulher é um tema recorrente em seu pensamento. Mas que imagem da mulher ele constrói com sua filosofia à marteladas? Cinco pequenos textos serão postados a fim de pôr lenha nesta fogueira. Confira (em pequenas doses) na seção Filosofia.

10/07/2008 Publicado por marciosales | Uncategorized | | 4 Comentários

Covite à poesia

Uma nova seção foi criada para reunir poemas de pessoas que passam aqui pelo boteco. Como o boteco é um lugar de passagem, aberto para diferentes transeuntes, resolvemos batizar este espaço de poemas nômades.  Sinta-se à vontade nesta nova mesa do boteco.

09/07/2008 Publicado por marciosales | Uncategorized | | 2 Comentários

Desejo de eternidade

Cinco poemas de Cecília Meireles nos encaminham (ou descaminham) para a eternidade. Confira na seção Poesia.

09/07/2008 Publicado por marciosales | Uncategorized | | Sem comentários ainda

Gosto de Manga

“Que se viva sempre boas confabulações, e que a harmonia reine eternamente, romancear cada palavra e senti-las enfim…”  Manga Rosa

07/07/2008 Publicado por marciosales | Uncategorized | | Sem comentários ainda

Deu Moska no boteco

Um encontro inusitado entre Moska e Deleuze. Resultado: uma pop`filosofia… (Confira na seção música).

02/07/2008 Publicado por marciosales | Uncategorized | | Sem comentários ainda

O amor e a dívida infinita

Em torno de um aforismo de Nietzsche em Humano, demasiado humano e do comentário de Jasmim (ver seção Filosofia).

Nietzsche é angustiante, perturbador e intempestivo. Mas como ficar indiferente aos seus aforismos bombásticos? Simplesmente não dá. Ele desconstrói nossos valores mais caros, mais estimados. O amor, por exemplo. Quem se levantará contra ele esboçando qualquer tentativa de uma desconfiguração? Pois é, Nietzsche o fez. Mas não a troco de nada. É contra um sentimento que, de tão comum, se tornou banal que ele atira seu veneno mais mordaz. É contra o disfarce de um afeto que, a despeito da sua crueldade, se faz passar por louvável que ele acende o seu pavio.

Nada é mais cruel que o amor. Imagina!

Você é indiferente a uma pessoa, ou mesmo não gosta dela, ou ainda a feriu e, mesmo assim, ela descarrega sobre você o seu mais doce amor. Uma vez atingida na face, oferece a outra; tendo que caminhar uma milha, segue duas; devendo perdoar, pede perdão. Segundo as escrituras, com isso, se estará construindo ninho na cabeça do outro; roubando-lhe o sono, tirando-lhe o sossego, perturbando-lhe a alma. Que coisa cruel. Você fica remoendo aquilo sem cessar como uma espécie de tortura à conta-gota.

Preferível é a justiça que paga com a mesma moeda. Acertou as contas, fim de papo; conversa encerrada; não se fala mais nisso.

Agora o amor não. Ele não deixa esquecer. Ele quer manter viva a lembrança do seu sacrifício: eu dei o melhor de mim; eu larguei tudo por você; eu até morri por você; enfim, eu te amei sobremaneira.

Se a justiça é um acerto de contas definitivo, o amor aplica uma dívida infinita.

A lógica do amor é a doação: você não merece, mas eu te dou assim mesmo; você não pediu, mas eu te ofereço; você exigiu, eu faço em dobro. Uma vez aceito o amor, o sentimento que se tem é o de uma dívida permanente. Jamais poderei pagar o amor que você me dedicou tão intensamente.

Enquanto a justiça goza da grandeza da amnésia, o amor sofre da pequenez da lembrança.

01/07/2008 Publicado por marciosales | Uncategorized | | 5 Comentários